BP News reúne os últimos levantamentos divulgados por diferentes institutos e explica como interpretar os percentuais de intenção de voto As eleições presidenciais de 2026 foram acompanhadas por uma série de pesquisas de intenção de voto realizadas por institutos como Datafolha, Quaest, RealTime Big Data, PoderData, Palver, Futura Inteligência, AtlasIntel e outros. Os levantamentos avaliaram diferentes cenários da disputa, incluindo o primeiro turno e simulações de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O BP News reuniu os resultados de pesquisas divulgadas na reta final do primeiro turno e os levantamentos mais recentes localizados para o segundo turno, com o objetivo de facilitar a consulta aos números e esclarecer as diferenças entre as metodologias utilizadas. É importante destacar que uma pesquisa eleitoral representa as intenções de voto do eleitorado no período em que as entrevistas foram realizadas. Os resultados podem variar de acordo com a data da coleta, o tamanho da amostra, o método de entrevista, a margem de erro e os critérios utilizados para calcular os percentuais. Primeiro turno: o que apontaram as últimas pesquisas Na reta final do primeiro turno, divulgado em 3 de outubro, diferentes institutos apresentaram estimativas para Lula e Flávio Bolsonaro. Os números abaixo correspondem aos resultados publicados pelos respectivos institutos e reportagens, com indicação da modalidade de votação. Fonte: Datafolha, Quaest, Palver e CNT/MDA, conforme resultados publicados na cobertura eleitoral de 3 de outubro. Os percentuais devem ser interpretados considerando a modalidade informada em cada linha. O Datafolha informou que sua pesquisa de reta final entrevistou 4.006 pessoas em 122 municípios, entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro divulgada foi de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi BR-01708/2026. A Quaest entrevistou 3.702 pessoas entre 2 e 3 de outubro, também com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado sob o número BR-02197/2026. A Palver realizou entrevistas on-line com 5.000 pessoas entre 30 de setembro e 3 de outubro. A margem de erro informada foi de 2,4 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro foi BR-00198/2026. Já a CNT/MDA entrevistou 2.007 eleitores entre 30 de setembro e 2 de outubro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro divulgada foi de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE foi BR-04756/2026. Os levantamentos não utilizaram necessariamente a mesma base de cálculo. Por isso, os resultados devem ser analisados individualmente, respeitando a modalidade de votação informada em cada pesquisa. Segundo turno: comparação entre institutos Na reta final da disputa, novas pesquisas avaliaram a intenção de voto em uma eventual escolha entre Lula e Flávio Bolsonaro. A tabela reúne resultados divulgados entre 21 e 23 de outubro, priorizando os percentuais de votos válidos quando disponíveis. Modalidade: votos válidos, conforme os resultados publicados nas fontes consultadas. Os números mostram que os institutos divulgaram estimativas diferentes, inclusive em levantamentos realizados em períodos próximos. Essas diferenças precisam ser interpretadas considerando as características de cada pesquisa, as datas de coleta e as respectivas margens de erro. O Datafolha, por exemplo, registrou empate de 50% para cada candidato nos votos válidos em sua pesquisa divulgada em 22 de outubro. O levantamento ouviu 2.520 eleitores entre 20 e 22 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE foi BR-09709/2026. A Quaest, em pesquisa divulgada em 21 de outubro, apontou 50,56% para Flávio Bolsonaro e 49,44% para Lula nos votos válidos. Nos votos totais, os percentuais foram de 45% e 44%, respectivamente. A diferença entre os dois recortes ocorre porque os votos válidos excluem as respostas em branco, nulas e outras categorias que não correspondem a votos válidos nos candidatos. O RealTime Big Data divulgou, em 23 de outubro, 52% para Flávio Bolsonaro e 48% para Lula nos votos válidos. No recorte de votos totais, o instituto registrou 49% para Flávio e 45% para Lula, além de 5% de brancos e nulos e 1% de indecisos. O PoderData/Aya apresentou 51% para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula nos votos válidos em pesquisa divulgada em 22 de outubro. Em votos totais, os percentuais foram de 49% e 48%, respectivamente. A Ipespe/Abrapel divulgou, em 23 de outubro, 50,5% para Flávio Bolsonaro e 49,5% para Lula nos votos válidos. Qual é a diferença entre votos totais e votos válidos? A distinção entre as duas modalidades é essencial para compreender os resultados. Votos totais representam os percentuais de intenção de voto considerando a base de respostas divulgada pelo instituto. Conforme a pesquisa, essa apresentação pode incluir categorias como brancos, nulos e indecisos. Votos válidos excluem os votos brancos e nulos, seguindo a lógica utilizada pela Justiça Eleitoral na apuração oficial. Nas pesquisas, os percentuais podem ser recalculados a partir das intenções de voto ou estimados por modelos específicos, conforme a metodologia adotada pelo instituto. Por esse motivo, um candidato pode apresentar um percentual maior em votos válidos do que em votos totais, sem que isso signifique uma mudança no número de entrevistados que declarou intenção de votar nele. Também é necessário considerar a margem de erro. Diferenças pequenas entre candidatos podem estar dentro da margem informada pelo instituto e não devem ser interpretadas automaticamente como diferenças estatisticamente conclusivas. Como consultar e conferir os registros oficiais As pesquisas eleitorais devem ser registradas na Justiça Eleitoral conforme as regras aplicáveis. O sistema PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral, permite consultar os registros e informações declaradas sobre os levantamentos. O registro de uma pesquisa não significa que o TSE tenha produzido, aprovado ou endossado seus resultados. A consulta ao registro e ao relatório metodológico permite verificar informações como contratante, período de coleta, tamanho da amostra, margem de erro e identificação do levantamento. Para consultar os dados originais e acompanhar novas divulgações, o leitor pode acessar as fontes abaixo. Fontes consultadas Datafolha — pesquisa de primeiro turno: Na véspera da eleição, Lula tem 45% dos válidos no 1º turno, ante 42% de Flávio Bolsonaro. UOL — pesquisas do primeiro turno: Quaest e Datafolha na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. UOL — pesquisas do segundo turno: Pesquisas de Datafolha, PoderData, Quaest e outras. UOL — compilação das pesquisas recentes: Últimas pesquisas para presidente em 2026. Vota Povo: Painel de pesquisas presidenciais de 2026. Placar das Pesquisas: Painel de pesquisas para presidente. Sistema oficial do TSE: PesqEle — registro de pesquisas eleitorais. Considerações finais As pesquisas eleitorais são instrumentos de acompanhamento da opinião pública em determinado período. Cada levantamento apresenta um recorte do eleitorado e deve ser interpretado de acordo com sua metodologia, seu período de coleta e sua margem de erro. A comparação entre institutos ajuda a compreender a variedade de estimativas publicadas durante a campanha, mas não substitui a consulta aos relatórios originais nem permite tratar diferenças pequenas como resultados definitivos. O BP News reúne as informações com o objetivo de facilitar o acesso do leitor aos dados divulgados e às fontes utilizadas, mantendo a distinção entre estimativas de pesquisas e resultados oficiais da Justiça Eleitoral. 📲 Para saber mais, acesse: www.bpnewsbraganca.com.br O seu portal de informações, variedades e entretenimento de Bragança Paulista e região. BP News | Informação leve, conteúdo inteligente! Navegação de Post Tião do Fórum assume Prefeitura de Bragança Paulista, e Missionária Pokaia passa a presidir a Câmara PAT de Bragança Paulista promove feirão com 875 vagas de emprego e salários de até R$ 2,9 mil nesta quinta-feira