Como consultor de investimentos, é de tradição da minha parte, enviar todo mês um relatório para todos meus clientes que confiam a mim a supervisão de suas carteiras. Fui convidado a escrever regularmente aqui para o BP News e como texto inaugural, resolvi mostrar para todos o conteúdo da minha última carta. Facilitei um pouco o texto original, tirando o “economês” para tornar o entendimento mais fácil, porém por ter um conteúdo relacionado a política aviso que ele possa ofender certas pessoas. Apesar de ser um cidadão comum com preferência e espectro político bem definido, sou uma pessoa extremamente racional e paixões políticas não fazem parte do meu pensamento. Tudo que está escrito tem visão estritamente técnica e com fontes confirmadas. A intenção é prepará-lo para o que possa acontecer na economia nos próximos meses ou anos. Nas cartas aos meus clientes, sempre divido meu texto em duas partes: Mundo e Brasil. Na primeira parte costumo imaginar o que pode acontecer no cenário mundial que possa influenciar os mercados que mais costumo atuar: NYSE, NASDAQ e B3. Espero que esse documento seja útil de alguma maneira. Boa leitura! MUNDO Parece que a pandemia foi ontem. Continuamos preocupados com juros elevados, inflação pressionada e forte valorização das bolsas americanas. O S&P 500 voltou a se aproximar das máximas históricas e acumula alta relevante no ano. A Nasdaq também renovou recordes, mostrando que o apetite por tecnologia e inteligência artificial continua forte. O problema continua sendo o preço. Os índices estão avançando mesmo com os juros longos americanos em níveis elevados. O título de 10 anos chegou próximo de 5,3%, enquanto os resultados das empresas precisam continuar crescendo para justificar os múltiplos atuais. O mercado de trabalho americano também começou a mostrar sinais de enfraquecimento: foram criadas apenas 29 mil vagas em setembro e o desemprego subiu para 4,2%. Isso criou uma situação interessante. Um mercado de trabalho mais fraco pode ajudar a conter a inflação e diminuir a pressão sobre o Federal Reserve, favorecendo as bolsas. Por outro lado, se a inflação continuar pressionada, principalmente pelos preços de energia, os juros podem permanecer elevados por mais tempo. Esse equilíbrio será determinante para o comportamento do S&P 500 nos próximos meses. Na Europa, o cenário também exige atenção. A inflação voltou a subir com força, principalmente devido ao aumento dos preços de energia. Alemanha, França, Itália e Espanha registraram inflação acima da meta de 2% do Banco Central Europeu. O BCE já elevou os juros e agora precisa equilibrar o combate à inflação com uma economia que apresenta sinais de desaceleração. O ponto de atenção é que o cenário internacional ficou bem mais difícil. Petróleo elevado, inflação pressionada, juros longos altos e bolsas próximas das máximas aumentam o risco de correções. Ao mesmo tempo, os resultados corporativos continuam fortes e os investimentos em inteligência artificial sustentam parte importante do crescimento, o que ainda se mostra pequeno diante dos preços dos ativos e seus múltiplos. Por isso, não acredito que seja momento de abandonar a renda variável, mas sim de selecionar melhor os ativos. Existem empresas e setores que ainda apresentam fundamentos interessantes, enquanto outros já incorporam expectativas muito elevadas nos preços. Juntando todos esses fatores, seguimos atentos aos movimentos do mercado e preparados tanto para possíveis correções quanto para as oportunidades que elas podem criar. BRASIL O resultado do primeiro turno trouxe uma surpresa importante para o mercado. Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%, contrariando boa parte das pesquisas divulgadas na reta final da eleição. O resultado mostrou novamente que os institutos tiveram dificuldade para capturar o comportamento real do eleitorado. IBOV, o índice da Bolsa logo após vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Para mim, esse resultado não foi totalmente inesperado. Já vinha observando uma incoerência entre as pesquisas oficiais, o comportamento do IBOV e principalmente os mercados de previsão. O Polymarket, por exemplo, já apontava Flávio Bolsonaro com probabilidade superior a 60% de vitória já no primeiro turno, enquanto as pesquisas tradicionais ainda mostravam vantagem de Lula ou empate técnico. Agora, após o resultado, o mercado de previsão continua indicando forte vantagem para Flávio. A maior surpresa fica relacionada à composição do Congresso. O PL saiu fortalecido e passou a liderar tanto a Câmara quanto o Senado. Isso significa que, independentemente de quem vencer a Presidência, o próximo governo terá que negociar com um Congresso mais à direita e com maior poder de pressão. Para Lula, especificamente, isso representa uma dificuldade adicional para aprovar medidas econômicas e fiscais. Assim como no filme Avengers, onde o Doutor Estranho entra em estado de meditação para prever os possíveis cenários da luta final, eu venho meditando e tentando imaginar os “outcomes” em cada cenário possível. Resumi meu pensamento nos parágrafos abaixo: CENÁRIO LULA Uma eventual vitória de Lula tornaria o próximo governo ainda mais difícil do ponto de vista fiscal e político. O problema não está apenas no tamanho da dívida, mas no custo de carregá-la. Em agosto, os juros nominais do setor público chegaram a aproximadamente R$ 106 bilhões no mês e R$ 1,18 trilhão acumulados em 12 meses, equivalente a 8,86% do PIB. A dívida bruta já alcançou 82,9% do PIB. Só para noção de tamanho, o governo paga por mês de JUROS quase o que gasta por ano com Bolsa Família. Ao mesmo tempo, o governo atual acumulou déficit primário de R$ 94,9 bilhões entre janeiro e agosto. Isso significa que os impostos arrecadados não foram suficientes para pagar todas as contas, acumulando mais dívidas para o futuro. O problema é que o atual presidente e seu ministro da fazenda continuam negando a necessidade de reduzir despesas estruturais. Sem corte efetivo de gastos, o espaço para reduzir juros permanece limitado, a dívida continua pressionando o orçamento e o crescimento econômico tende a ficar prejudicado. Se o governo tivesse somente 2 gastos, o Bolsa família seria somente 11% do orçamento e todo resto seria juros da dívida A nova composição da Câmara e do Senado pode dificultar ainda mais a implementação da agenda econômica do governo. Portanto, em um cenário de vitória de Lula, minha expectativa inicial seria de maior pressão sobre juros, câmbio e prêmio de risco, principalmente se não houver uma mudança clara na condução fiscal. Com mais 4 anos de mandato, Lula terá a chance de indicar até 4 novos ministros do STF, o que faria com que aumentasse a insegurança jurídica no mais alto grau da corte. Um tribunal superior saudável, precisaria de juízes de diferentes pensamentos e origens, para que a discussão seja ponderada e o balanceamento de poder seja o mais equânime possível. Hoje posso afirmar que isso não acontece, visto que a maioria dos membros da corte foram indicados previamente pelo atual presidente. Se Lula indicar mais 4 ministros, ele teria maioria absoluta na corte e isso é extremamente perigoso para a democracia. A insegurança jurídica tem duras consequências. Empresários e investidores internacionais “tiram o pé” com medo da imprevisibilidade das leis brasileiras. Um exemplo foi a MP da proibição das BETs. Há pouco tempo, ela foi regularizada pelo atual governo. O governo vendeu outorgas por valores estratosféricos e as casas de aposta começaram funcionar legalmente no Brasil. Empresários pagaram fortunas ao governo para obter as licenças necessárias para operar em nosso solo. Em uma única “canetada”, os contratos assinados foram ignorados e hoje as empresas estão impedidas de trabalhar. Independentemente da minha opinião sobre a idoneidade e ética de BETs, sei que muitos empresários não terão coragem de abrir negócios no Brasil assinando contratos que depois possam ser ignorados ou desfeitos sem nenhum ônus para a União. Outro exemplo é famoso “imposto da blusinha”, que foi criado pelo próprio presidente para ser recentemente tirado em manobra eleitoreira. A insegurança afasta investimentos em produção e comércio, assim o governo se vê obrigado a buscar dinheiro aumentando a recompensa, ou seja, juros altos. Juros altos tendem a beneficiar a renda fixa, porém poderão prejudicar ainda mais o consumo e crédito, no escopo mais pessimista, desinvestimento e choque de oferta, trazendo um índice inflacionário descontrolável. Se esse cenário ocorrer, minha estratégia é aumentar a exposição em ativos indexados pelo IPCA e passar por esses 4 anos de maneira mais defensiva, procurando prêmios interessantes na Renda Fixa. FIIs continuariam sendo outra opção da carteira, porém com muita atenção nos defaults de fundos de papel. Ações podem chegar a preços interessantes, mas a compra será com esperança em tempos futuros. CENÁRIO FLÁVIO BOLSONARO Uma vitória de Flávio Bolsonaro provavelmente produziria uma reação positiva imediata nos mercados. Isso já está claro, pois logo no primeiro dia pós 1º turno, o Ibovespa abriu ironicamente 13% mais alto que a abertura da semana anterior. O investidor, o empresário e a Faria Lima já mostraram sua preferência. Todos estados mais produtivos do Brasil sentem na pele o peso da carga tributária. A cada 100 reais que São Paulo gera em impostos rumo a Brasília, apenas 10 reais voltam para serem aplicados em educação, saúde, segurança, etc. Os outros 90 reais vão para estados deficitários e que não são auto suficientes. Os estados mais pobres foram e são atualmente os mais castigados. O governo atual, ao invés de buscar impulsionamento econômico, se usa do assistencialismo que, apesar de humanitário, não gera empregos necessariamente e não impulsiona o desenvolvimento econômico local. A empresa Chinesa BYD estabeleceu-se na cidade de Camaçari-BA, trazendo emprego e prosperidade local, porém devido a leis trabalhistas, sindicatos e outros entraves, encontra-se com dificuldades relacionadas a mão de obra. A busca por acordos de trabalho mais flexíveis ajudaria os empresários a empreender mais força humanas em suas organizações. Com novo governo implantado, penso que o primeiro movimento tende a aparecer no câmbio, na curva de juros e na bolsa, principalmente porque o mercado já vem antecipando uma mudança na condução econômica. A reação observada após o primeiro turno reforça essa leitura. Fiz um longo estudo para entender onde a forte valorização de ativos aconteceu. A entrada de capital ocorreu justamente em empresas mais sensíveis ao cenário doméstico do que as ligadas ao comércio exterior. Uma das maiores altas foi na MGLU3, empresa do varejo que se encontra à beira de uma recuperação judicial, mas que com o mínimo sinal de troca do governo, “volta a respirar sem ajuda de aparelhos”. Setores de produção e turismo também sentiram os resultados do primeiro turno. A CVCB3 também registrou grande alta de preço. O mercado entendeu e já está precificando essa possibilidade. Com uma percepção maior de responsabilidade fiscal e eventual redução do prêmio de risco, poderíamos ter queda das taxas de juros futuros. Isso tende a beneficiar a bolsa, principalmente empresas domésticas, bancos, construção civil, varejo e FIIs, ou seja, o preço das ações e fundos não só subiria por especulação, mas pelo seu crescimento intrínseco. Devo dizer que é extremamente importante separar expectativa de realidade: no curto prazo, o mercado pode reagir simplesmente à mudança de expectativa política. No médio e longo prazo, a valorização somente será sustentável se o novo governo realmente cumprir as promessas de controle fiscal, redução de despesas e melhora do ambiente econômico, afinal não podemos discordar que tudo ainda é promessa eleitoreira. Exatamente por isso que penso que o remédio seria amargo no começo. Corte de verbas públicas fariam com que a imagem do governo se desgaste, principalmente com uma oposição barulhenta. O dinheiro em circulação diminuiria no curto prazo, o dólar pode aumentar no médio prazo, principalmente se os juros começarem a cair. Os primeiros resultados econômicos positivos demorariam para vir, mas seriam mais consistentes e menos especulativos. Dólar alto no futuro, me faz buscar investimentos no exterior. Nesse cenário eu pretendo aumentar a exposição em ativos lastreados em dólar, mas também aumentaria exposição em FIIs na espera da queda dos juros que poderá atrair dinheiro para esse ativo. Com o aquecimento do consumo, a bolsa será uma montanha Russa sempre muito reativa a notícias. A renda fixa provavelmente perderá força. Acreditando que este cenário é o mais provável, peço aos meus clientes cuja carteira está sob minha gestão, que comecem a fazer aportes antes do fim do segundo turno, aproveitando o que ainda resta nas prateleiras de preço baixo. Se você não faz a gestão de carteira comigo, adiante-se e busque boas opções enquanto ainda há tempo. Toda grande expectativa tem o efeito rebote, portanto ao mesmo tempo que se deve agir na compra, devemos ficar atentos a saída na venda. Quero deixar claro que tudo que escrevi é minha posição profissional, não tenho torcida. Devo estar o mais preparado para qualquer um dos dois cenários. Não tenho bola de cristal, mas faço esse pequeno exercício para me tornar mais austero. Não posso ignorar os fatos e nem abnegar das possibilidades contrárias dos mesmos. Independentemente de quem vencer, haverá riscos para um lado e oportunidades para outro. Setores que serão beneficiados e outros prejudicados. O papel do investidor não é tentar adivinhar o resultado político, mas construir uma carteira preparada para reagir aos diferentes cenários. Sempre existem maneiras de proteger o patrimônio e também de prosperar nos investimentos quem quer que saia vencedor nessa disputa eleitoral. Acompanhe meu trabalho no instagram: instagram.com/mrdougcarvalho
Douglas, li com atenção seu texto inaugural. Como ele se apresenta como análise estritamente técnica, com fontes confirmadas, tomei a liberdade de conferir os dados e os argumentos. Você diz que um Congresso mais à direita dificultaria a vida de Lula. Mas nenhum presidente desde a redemocratização teve maioria própria, e Lula sempre governou negociando; em 2022, o PL já havia saído das urnas como a maior bancada da Câmara. A novidade é o tamanho: 121 deputados e 28 senadores. Ainda assim, nenhum partido terá maioria sozinho. Se eleito, Flávio também dependeria do Centrão para aprovar os cortes de gastos que o texto dá como certos. Nas contas públicas, é uma generalização dizer que Lula e o ministro da Fazenda negam a necessidade de reduzir despesas estruturais. Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada em 28 de agosto de 2026, Dario Durigan disse que Lula se comprometeu a revisar gastos obrigatórios, inclusive benefícios sociais, e a criar novas travas para conter despesas, e reconheceu que o país tem um problema de juros e endividamento. Sobre o STF, não procede que a maioria dos ministros tenha sido indicada pelo atual presidente: dos dez em exercício, quatro foram indicados por Lula (Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino). A 11ª cadeira está vaga desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025, e em abril o Senado rejeitou Jorge Messias por 42 votos a 34, a primeira rejeição de um indicado ao STF em 132 anos. As próximas vagas serão preenchidas por quem vencer, seja Lula ou Flávio, e sempre com aval do Senado, que terá o PL como maior bancada. Sua análise sobre a proibição das bets é unilateral: considera o lado dos empresários e ignora o endividamento das famílias. Em estudo divulgado em abril de 2026, a Confederação Nacional do Comércio estimou gastos com apostas acima de R$ 30 bilhões por mês e atribuiu a elas a entrada de cerca de 268 mil famílias em inadimplência grave. São estimativas da entidade, contestadas pelo setor de apostas, mas apontam um custo social que o texto não menciona. Não por acaso, 78% dos brasileiros apoiam a proibição, segundo o Datafolha de 1º de outubro. A “taxa das blusinhas” tampouco foi criada pelo próprio presidente. Ela foi incluída na Câmara durante a tramitação do projeto do programa Mover, relatado pelo deputado Átila Lira (PP-PI); o governo apoiou a medida e Lula a sancionou em 2024. A responsabilidade foi compartilhada. Já o fim da cobrança partiu do Executivo, por medida provisória em vigor desde maio, depois aprovada pelo Congresso e sancionada em setembro. No caso da BYD em Camaçari, você atribui as dificuldades da empresa às leis trabalhistas e aos sindicatos sem apresentar evidências, e omite o principal problema da obra. Em dezembro de 2024, uma força-tarefa resgatou 163 operários chineses contratados por uma empreiteira em condições análogas à escravidão, com passaportes retidos, parte dos salários confiscada e alojamentos degradantes. A BYD encerrou o contrato com a empreiteira e, segundo a própria empresa, chegou neste mês a 8,5 mil funcionários diretos, com mais de 90% de baianos entre os novos contratados. Tratar a fiscalização como “entrave” distorce o contexto: gerar empregos não dispensa o cumprimento dos direitos trabalhistas. O texto também atribui a alta de ações como MGLU3 e CVCB3 principalmente à eleição. O Magalu de fato liderou as altas do Ibovespa em 5 de outubro, com 24,1%, mas não há evidência de que estivesse “à beira de recuperação judicial”: quem pediu recuperação foi a concorrente Casas Bahia, em agosto. Analistas viram na crise da rival uma oportunidade para o Magalu, e o Itaú BBA elevou a recomendação da ação citando esse fator e a perspectiva de juros menores. A eleição pesou, mas não explica tudo. E alta na cotação mostra melhora nas expectativas dos investidores, não recuperação financeira: a ação subir não faz o Magalu “voltar a respirar”. Você afirma não ter torcida, mas a escolha das palavras mostra o contrário. No cenário Lula, aparecem “insegurança jurídica”, “canetada”, “manobra eleitoreira”, “assistencialismo” e um risco “extremamente perigoso para a democracia”. No cenário Flávio, “responsabilidade fiscal”, “crescimento intrínseco” e empresas que voltam “a respirar sem ajuda de aparelhos”. Até os custos de um eventual governo Flávio aparecem como “remédio amargo”, e as críticas a ele, como “oposição barulhenta”. Ter uma preferência é legítimo. O problema é apresentá-la como análise estritamente técnica. Por fim, vale olhar o que a bolsa fez depois do 1º turno. O Ibovespa fechou a sexta-feira, 2 de outubro, em 192.114 pontos e a segunda-feira, 5 de outubro, em 206.911 pontos: alta de 7,70%. O movimento não é novo. Segundo levantamento do BTG Pactual com dados da B3, a bolsa subiu 4,72% após o 1º turno de 2014, quando Dilma terminou na frente, mas Aécio Neves superou as expectativas; 4,57% em 2018, com Jair Bolsonaro na liderança; e 5,54% em 2022, quando Lula liderou, mas Bolsonaro teve votação bem acima das pesquisas. O mercado reagiu à surpresa das urnas, não necessariamente a quem ficou em primeiro. Nos três casos, parte do ganho foi devolvida até a véspera do 2º turno: queda de 9,06% em 2014, que levou o índice abaixo do nível pré-eleição, de 0,42% em 2018 e de 1,37% em 2022. Não é uma regra: nas seis eleições analisadas pelo BTG, entre 2002 e 2022, o período entre turnos teve três altas e três quedas. Fica a contribuição para o debate Responder
Obrigado por sua posição. Mas em muitos fatores você só confirmou o que eu disse com pequenas diferenças de interpretação. A minha visão sobre as bets é sim do ponto de vista do empresário, pois a opção de apostar é estritamente do indivíduo. O fato de 78% dos brasileiros apoiarem o fim das betsde acordo com a pesquisa, não condiz com a realidade, já queela foi um fenômeno de apostadores. Eu posso responder uma pesquisa dizendo que tenho a intenção de ir para a Disney no ano que vem, mas não significa que irei. Intenção ou opinião divergem da realidade. E se você discorda disso, como explicar o erro dos institutos de pesquisa dos resultados reais das eleições? Empresas como MGLU3 estão com margem de 0,2% e acompanho consecutivamente seus resultados. Os altos juros tornam o cenário de captação de dinheiro extremamente caro, afetando margens com momentos de prejuízo. Não precisa pedir RJ para dizer que uma empresa está a beira da falência. Por fim, eu disse que tenho sim minha posição, mas que toda minha análise tem o máximo possível de intenção técnica. Os juros estão altos. O dólar subiu. A Bolsa caiu. As maiores quedas foram justamente as que mencionei. Obrigado por sua leitura. Um grande abraço e em breve lançarei mais um texto! Responder