Imagem: Meta

Novo dispositivo apresentado por Mark Zuckerberg coloca o agente de inteligência artificial Muse em um pequeno aparelho com tela, comandos por voz e conexão 5G própria.

A Meta quer colocar sua inteligência artificial literalmente no bolso dos usuários. Durante o Meta Connect 2026, realizado em 23 de setembro, Mark Zuckerberg apresentou o Muse Charm, um pequeno dispositivo criado especialmente para conversar e interagir com o agente pessoal de inteligência artificial da empresa, chamado Muse.

Com tamanho próximo ao de um estojo de AirPods, o aparelho conta com uma tela sensível ao toque de aproximadamente duas polegadas e conexão 5G própria. A proposta é permitir acesso rápido ao Muse sem precisar abrir um aplicativo de inteligência artificial no smartphone.

Apresentado pela empresa em 8 de setembro, o Muse foi desenvolvido para ir além das respostas tradicionais de um chatbot. Com a autorização do usuário, ele pode executar tarefas como enviar e-mails, preencher formulários, marcar compromissos, pesquisar informações e ajudar na organização e reserva de viagens.

Segundo a Meta, o usuário escolhe quais serviços o Muse poderá acessar e quais permissões serão concedidas. Em ações consideradas mais sensíveis, como enviar um e-mail ou concluir uma compra, o agente pode solicitar uma nova confirmação antes de prosseguir.

O Muse já pode ser acessado por outros meios, como aplicativo próprio, WhatsApp, web e Mac. O Charm surge como uma nova opção: um aparelho desenvolvido especificamente para manter essa interação sempre à mão.

Imagem: Meta

Como funciona o Muse Charm?

No centro da tela aparece um personagem personalizável que representa o Muse. A Meta também apresentou um novo sistema de voz em tempo real, permitindo manter conversas mais naturais com o agente enquanto ele executa determinadas tarefas.

A conexão 5G integrada permite acessar o Muse mesmo sem uma rede Wi-Fi por perto. Apesar disso, o Charm não funciona como um telefone convencional e não realiza chamadas telefônicas.

Durante a apresentação, Zuckerberg explicou que a ideia é reunir a experiência do Muse — incluindo voz em tempo real e seu avatar — em um dispositivo pequeno o suficiente para ser levado no bolso ou até preso a um chaveiro.

Na prática, o usuário poderá falar com o Charm e pedir que o Muse realize tarefas utilizando as ferramentas e serviços aos quais tiver recebido acesso. O aparelho funciona, portanto, como uma porta de entrada dedicada para o agente de inteligência artificial.

Um “Tamagotchi” para a era da IA

ara quem viveu a febre dos Tamagotchis nos anos 1990, o visual do Charm pode trazer uma lembrança imediata. O aparelho é pequeno, cabe na mão e mantém um personagem sempre visível na tela — só que, desta vez, em vez de cuidar de um bichinho virtual, o usuário conversa com um agente de inteligência artificial.

A Meta não usa oficialmente o termo “Tamagotchi de IA”, mas a comparação surgiu rapidamente depois da apresentação do aparelho.

Quando chega e quanto vai custar?

Mark Zuckerberg afirmou que a Meta pretende disponibilizar o Muse Charm em dezembro de 2026, a tempo das festas de fim de ano. Por enquanto, porém, o aparelho ainda não está disponível para compra.

Até o momento, o preço não foi divulgado. A própria Meta afirma que mais detalhes sobre o dispositivo serão apresentados ainda este ano.

O Charm representa uma forma diferente de acessar a inteligência artificial da empresa: em vez de depender apenas de aplicativos no celular ou no computador, a Meta quer transformar seu agente pessoal em algo que possa acompanhar o usuário no bolso.

Agora, resta esperar até dezembro para descobrir como essa proposta funcionará no dia a dia — e quanto custará o pequeno “Tamagotchi de IA” da Meta.

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