Queridos leitores do BP News, acho justo começar me apresentando. Eu sou Tiffany Bueno. Trabalho com marketing, comunicação e produção de conteúdo. Sou videomaker, gosto de estar na frente e atrás das câmeras e tenho uma rotina que, olhando de fora, talvez pareça uma mistura de vários mundos. Tem dia de salto. Tem dia de kimono. Tem tênis de corrida, academia, câmera na mão, microfone, evento, chapéu e arena. E, por mais diferentes que essas versões pareçam, todas elas têm alguma coisa em comum: eu gosto de viver intensamente aquilo que escolho viver.

Talvez por isso o rodeio tenha encontrado um espaço tão grande em mim. Eu amo o universo country. Amo a energia da arena, a música, os cavalos, os looks, as tradições e tudo aquilo que acontece quando as luzes se acendem. Mas existe uma história minha com esse universo que é muito mais profunda do que qualquer foto bonita de chapéu poderia mostrar. Em 2026, eu me tornei Madrinha dos Peões. Escrever essa frase ainda mexe comigo. Porque quem vê a faixa hoje não vê tudo o que aconteceu antes dela. Foram cinco tentativas. Na primeira, eu sonhava. Na segunda, eu ainda tinha certeza de que conseguiria. Depois vieram a terceira, a quarta… e junto delas começaram a aparecer aquelas perguntas que a gente tenta não fazer para nós mesmos. “Será que isso realmente é para mim?”

Ouvi de outras pessoas que eu não tinha o perfil. Ouvi que não era bonita o suficiente. Ouvi que aquele lugar não seria meu. E palavras têm peso. Por mais forte que alguém pareça ser, algumas delas encontram exatamente aquela insegurança que a gente tenta esconder até de nós mesmos. Eu chorava. Me frustrava. Juntava meus pedaços longe de todo mundo e, depois, aparecia novamente. Acho que essa é uma parte de mim que talvez muita gente ainda não conheça. Eu sou teimosa com os meus sonhos. Não aquela teimosia de querer alguma coisa a qualquer custo. É a teimosia de sentir, lá dentro, que ainda não acabou. E eu sentia.

Quando minha própria força diminuía, havia uma coisa que continuava intacta: minha fé. Tenho uma relação muito especial com Nossa Senhora Aparecida. Foi com ela que conversei muitas vezes quando ninguém estava ouvindo. Foi a ela que entreguei minhas lágrimas, minhas dúvidas e aquele sonho que, depois de tantos “nãos”, começava a parecer grande demais para mim. Eu não pedia para que fosse fácil. Só pedia forças para continuar. E continuei. Até chegar a quinta vez.

Talvez por isso seja tão difícil explicar o que eu senti quando finalmente aconteceu. Porque naquele momento eu não enxerguei apenas uma faixa. Eu enxerguei todas as Tiffanys que vieram antes dela. A que voltou para casa chorando. A que ouviu que não conseguiria. A que se olhou no espelho e se perguntou se as pessoas estavam certas. A que rezou. A que respirou fundo. A que colocou o chapéu outra vez e decidiu tentar mais uma vez. Todas elas entraram comigo naquela arena.

E foi aí que eu entendi uma coisa que hoje guardo com muito carinho: talvez, se tivesse acontecido na primeira tentativa, eu tivesse recebido o mesmo título, mas ele nunca teria o mesmo significado. Os “nãos” mudaram a forma como eu vivi o meu “sim”. Hoje, ser Madrinha dos Peões 2026 é uma das partes mais bonitas da minha história. Não porque uma faixa determina quem eu sou, mas porque ela me lembra de quem eu precisei me tornar para chegar até ela.

E essa é também a Tiffany que vocês vão conhecer por aqui. A que trabalha, grava, entrevista, corre, luta, coloca um salto ou uma bota, erra, se emociona, começa de novo e acredita muito em Deus. Talvez seja por isso que estar no BP News tenha um significado tão especial para mim. Porque, depois de viver tantas histórias, agora eu também ganho um espaço para contá-las. Quero que vocês conheçam não apenas os lugares onde eu estiver, mas as pessoas que eu encontrar pelo caminho, os bastidores que nem sempre aparecem, o esporte, o rodeio, as experiências e todas aquelas histórias que merecem ser sentidas, e não apenas noticiadas.

E não poderia escolher uma história diferente para me apresentar. Porque antes de contar a história de outras pessoas, eu queria que vocês conhecessem um pedacinho da minha. A história de uma menina que ouviu alguns “nãos”, chorou por eles, rezou muito, levantou todas as vezes e decidiu tentar só mais uma. Hoje, quando coloco minha faixa, existe uma frase que não está escrita nela, mas que eu consigo enxergar perfeitamente: “Ainda bem que você tentou mais uma vez.” Eu tentei. O meu momento chegou. E, a partir de agora, espero encontrar vocês por aqui, no BP News, para acompanhar comigo todas as histórias que ainda estão por vir.

Com carinho,
Tiffany Bueno
Madrinha dos Peões 2026

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